segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uso das TIC nas Escolas Municipais de Uberaba / MG

Na frase de Paulo Freire, me defino “Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.

Quando pensamos em educação costumamos pensar no outro, no aluno, no aprendiz e esquecer como é importante olharmo-nos os que somos profissionais do ensino como sujeitos e objetos também de aprendizagem. Ao focarmo-nos como aprendizes, muda a forma de ensinar. Se me vejo como aprendiz, antes do que professor, me coloco numa atitude mais atenta, receptiva, e tenho mais facilidade em estar no lugar do aluno, de aproximar-me a como ele vê, a modificar meus pontos de vista.
Para mim é fundamental que o professor acredite no potencial de aprendizagem pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas experiências e dimensões do cotidiano, ao mesmo tempo em que compreende e aceita seus limites, seu jeito de ser, sua história pessoal.

“Sinto-me como alguém que envelhece crescendo” (Rogers). Aprendi com Rogers a sentir prazer em aprender, e a perceber que podemos envelhecer vivenciando a alegria de aprender com mais profundidade, descobrindo novas perspectivas, ideias, pessoas. Penso que o aprender dá sentido à vida, a todos os momentos da vida, mesmo quando ela está no fim.

O meu envolvimento com as novas tecnologias educacionais se deu em meados dos anos 90. Mesmo antes de conhecer a belíssima frase de Dom Bosco “é preciso estar atento aos sinais dos tempos”, sentia uma necessidade imperiosa de manter-me à frente de meu tempo. Nesse sentido, não podia ficar alheio aos acontecimentos que me circundavam. Passei a acreditar na riqueza do uso das TIC em favor da aprendizagem dos alunos.